Técnicas e Ferramentas

Técnicas que congregam a Prática da Pedagogia Freinet.

 

Técnicas que congregam a

Prática da Pedagogia Freinet

VIDA COOPERATIVA

Aula-Passeio/ Estudo do Meio Ambiente:

Aulas de descobertas, voltadas para os interesses do estudantes. Por acreditar que o interesse da criança não estava na sala de aula e sim fora dela, Freinet idealizou esta atividade com o objetivo de trazer motivação, ação e vida para a escola.

A Auto-avaliação:

Fichas criadas por Freinet, preenchidas pelos alunos, como forma de registrar a própria aprendizagem. A criança registra o resultado do seu trabalho em fichas de auto-avaliação que permitem constantes comparações entre os trabalhos realizados. Segundo Freinet o aluno e o professor devem se avaliar regularmente.

A Correspondência Interescolar e Interclasses:

Atividade largamente utilizada por Freinet, na qual os alunos se comunicavam com outros estudantes de escolas diferentes. É uma atividade em que a criança faz a aprendizagem da vida cooperativa, uma classe se corresponde com a outra. Depois dos professores terem se comunicado e organizado a forma. Podem enviar: cartas, textos, fitas, vídeos, desenhos e e-mail.

O Encontro dos Correspondentes:

As crianças e adolescents que se correspondem (carta, email), podem juntamente com suas professoras se conhecerem não só através de fotos ou virtualmente, mas poderam organizar visitas em suas cidades, o que muito enriquecerá o conhecimento geográfico, histórico e estreitar os laços afetivos entre os seres humanos

Os Ateliês/Cantinhos Temáticos na Sala de Aula:

Os cantinhos ou Ateliês podem ser: da cozinha, da biblioteca, da água, do jornal, da pintura, da construção, do recorte, da colagem, da marcenaria, da tapeçaria, das bonecas, museus etc.Estes devem ser montados conforme a idade e interesses dos alunos.Lembrar sempre que se tiverem espaços para salas alternativas/ Ateliês, para dar amplitude ao Centro de Interesses da criança e adoslescente maior o aproveitamento.

Ateliê Coletivo:

São ateliês que participam as turmas divididas em dois grupos e em dias alternados. Da Pré-escola até 1o ano, e de 2o. ano ao 5o. ano. As crianças se inscrevem desenhando uma identificação sua, na folha de inscrição do Ateliê, acompanhadas pela sua professora.

Sugestão de 15 participantes por ateliê.

A professor deve ter o cuidado para que a criança não se escreva sempre em Ateliês parecidos e se isto acontecer conversar com a criança e saber o que está acontecendo.

Exemplo de Ateliês: Massinha, dobradura, pintura com guache, bolinha de sabão, bola ao cesto, leitura, culinária e etc.

A cooperação dos maiores para com os pequenos é a grande motivação além da aprendizagem ser dinânica e natural. Faz-se nescessário colocar uma fita de TNT no braço da criança para se identique de qual ateliê ela pertence.

Leva praticamente o período todo do espaço da aula (manhã ou tarde), e deve ter o espaço para que TODOs os grupos apresentem suas produções/trabalho.

O Fichário de consulta:

Fichas criadas por alunos e professores, para suprir as lacunas deixadas pelos livros didáticos convencionais. Põe a disposição da criança exercícios destinados à aquisição dos mecanismos do cálculo, ortografia, gramática, história, ciências etc. Freinet criticava duramente os livros didáticos fora da realidade da criança.

A Imprensa escolar:

Os textos escritos pelos alunos tem uma função social/pedagógical, são publicados e lidos pelos colegas. já que são publicados e lidos pelos colegas. Seu ponto de partida são as entrevistas, pesquisas, vivências e aulas-passeio. Freinet usava o tipógrafo. Todo processo de construção e impressão era coletivo. Hoje podemos associar o trabalho feito no tipógrafo com os digitados em computador e colocados a disposicão ( após sua correção), em sites, blogs da Escola.

O Livro da vida:

caderno no qual os alunos registram suas impressões, sentimentos, pensamentos em formas variadas, o qual fica como um registro de todo o ano escolar de cada classe. Funciona como um diário da classe, registrando a livre expressão (texto, desenho e pintura). Esta atividade permite que as crianças exponham seus diferentes modos de ver a aula e a vida. Geralmente é feito em folha A3 e sua capa confeccionada pelas crianças. O Livro de Vida pode visitar as famílias para escreverem depoimentos.

O Plano de trabalho:

Atividade realizada em pequenos grupos que sob a orientação do educador. Desenvolvem um plano a ser realizado num certo intervalo de tempo. Tendo o currículo escolar como ponto de partida, os grupos de alunos se organizavam para escolher as estratégias de desenvolvimento das atividades que podem ser realizadas em grupos, duplas, ou individualmente. Para registro do plano são elaboradas fichas onde são anotadas as realizações da semana.

Texto livre:

É livre em formato e em tema. É a base da livre expressão, pode ser um desenho, um poema ou pintura. A criança determina a forma, o tema e o tempo para sua realização. Para o texto ser divulgado é necessário que esteja perfeito e a correção é fundamental. Ela pode ser feita coletivamente, ou em auto-correção. A importância de conceder a palavra ao aluno, facilitando-lhe a sua comunicação. Também criar um ambiente que acolha, ouça, discuta, valorize e aprimore sua expressão.

A prática do ensino de Língua Portuguesa baseada na expressão livre implica, sem dúvida, na existência de condições facilitadoras, de técnicas pedagógicas estimuladoras e a revisão de noções e valores tradicionalmente admitidos nos meios escolares. (DOS SANTOS, p. 25, 1996)

A mesma autora coloca que a prática do texto-livre, para ser efetiva, requer uma profunda mudança nas condições pedagógicas das salas de aula. Uma delas, é que o professor deva ter uma postura dialógica, democrática, como um colaborador mais experiente que estimula a aprendizagem do aluno.

Desenvolvimento do Espírito Científico:

Criação de animais, aves, cuidar/plantar em hortas, pomares.

Roda de Conversa

No início da aula, as crianças contam as novidades de casa. Fazem os combinados do dia e planejam suas atividades.

No final da aula – avalição do dia.

Jornal de Parede/Assembleia:

Eu felicito

Eu sugiro

Eu critico

Eu pergunto

O instrumento mais importante, que lida mais especificamente com as questões interrelacionais e os conflitos entre as pessoas da escola é o jornal de parede. Este é composto por quatro envelopes pregados na parede durante toda a semana. Cada envelope tem uma intenção: crítica, felicitação, pergunta e sugestão. Quando algum aluno tem desejo de comentar sobre um fato ocorrido, sobre o cotidiano escolar, aulas ou situações de conflito na escola, ele escreve em um papel e o coloca dentro de um dos envelopes, de acordo com o tipo de comentário que o aluno deseja fazer. Em um dia específico e combinado, esses envelopes são abertos em uma roda de conversa e há um debate sobre as perguntas, as críticas, as sugestões e as felicitações lá inseridas. Deste modo os alunos podem discutir juntos sobre atitudes que devem ser tomadas, regras que devem ser feitas, e decisões coletivas. Esse instrumento é muito importante para os alunos aprenderem a se manifestarem, a exprimirem suas opiniões, a exercitarem a democracia (de esperar um momento específico para se falar sobre aquilo) e a resolverem em conjunto os problemas

É uma ferramenta do exercício da Cidadania.

Com as crianças que não sabem escr